Como algumas pessoas já sabem, tornei-me cético. Não tenho crença alguma em um ou em vários deuses. Seja cristão, muçulmano, grego. Enfim. E lendo a um post do Denys no “Nobre ordinário”, perguntei a mim mesmo: “Será que minhas melancolias passageiras se dão por conta deu saber que minhas orações são para as paredes?” Acredito que não seja por conta disso. Deus para mim não é um juiz e o diabo não é um promotor, carrasco, serpente ou qualquer cosia que seja.
Acredito no ato divino e no ato profano. Em que consiste essa linha de pensamento. Pois bem. Sou adepto do budismo há algum tempo e busco constantemente crescer, amadurecer e apegar-me menos ao que é material. O ato da iluminação, para mim, é quando a pessoa consegue chegar a um entendimento maior do que é a coexistência com o meio e com as pessoas, quando se tem a noção do “aqui e agora” e não mais se apega ao “se” ou ao que “poderia ter sido se...”.
O divino se faz em atos de benevolência, altruísmo, bondade, carinho, amor. E o profano, por assim dizer, seria a inveja, ganância, desrespeito, egoísmo, individualismo. E por ai vai. O céu e o inferno estão em nossos atos. Anjos e demônios vivem dentro de cada um. Basta saber a qual dos dois você escolhe dar asas.
É simples. Seja bom, amoroso, carinhoso, ético e correto nas suas ações. Logo, viva bem com o próximo. Só isso. Assim como nada acontece por acaso o ato de gentileza gera mais gentilezas. Assim como atos de maldade. Já ouviu falar no dito popular “quando um não quer, dois não brigam”?
Para não polemizar o assunto vou resumir minha fala a essas palavras mais amenas. Pois outra virtude do ato divino é saber respeitar a crença alheia. Cada um acredita no que quiser e em quem quiser.
Oss

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