Venho me perguntando como é tão presente a necessidade de algo místico, “do além”. Além da nossa capacidade de compreensão. Mesmo tendo em nossa natureza a capacidade formidável de questionar, indagar, protestar e provar a existência das coisas que até então eram inexplicáveis, o que seria de tudo sem alguma ilusão? Algum pingo de desconhecido?
Acredito que existam duas bandas de uma mesma maçã em nossas convicções. Uma metade é a mística. Aquela que acredita no sobrenatural, em algo maior que move e ajuda tudo e a todos de uma forma ou de outra. Onisciente, Onipresente e onipotente. Outra metade é a cética e realista. Que encara os fatos sem encostos, muletas ou apoios. Ou seja, não aponta nada nem ninguém como motivo ou razão das suas vitórias ou fracassos a não ser o próprio esforço ou a falta de preparo (no caso do fracasso).
O ser humano tem uma autonomia formidável. Mas vez por outra precisa de alguma ilusão para se sustentar. Seja um relacionamento amoroso, religião, com alguma perda ou mesmo um filme. Que seja. Qualquer coisa que o iluda e o faça questionar a natureza daqueles fatos. Ai esta o paradoxo. Gostar de questionar a própria ilusão. A própria condição humana. A necessidade interminável e insaciável pela busca do desconhecido. Negar a curiosidade, a falte de desejo em descobrir o que não se conhece é negar a própria condição humana de aprender, assimilar e evoluir.
O que, particularmente, me intriga, e muito, é o fato das pessoas atribuírem seus problemas a coisas que vão além da sua compreensão. Um exemplo claro disso? Pessoas extremamente religiosas (estou falando das, realmente extremistas). Que com sua dependência na fé vivem em função do “Deus quis assim”, “Deus quis assado”, “Isso não é coisa de Deus” e etc. Atribui à diferença ideológica como “desvio”, “profano” entre outros perjures.
O que seria da nossa vida sem o “Deus que quis assim”? Será que aceitaríamos a realidade com a mesma facilidade? Realmente é difícil acreditar que somos inteiramente responsáveis por tudo àquilo que diz respeito a nós mesmos com relação aos acontecimentos do cotidiano. Claro que existem situações que independem da nossa vontade (quando envolvem vontades e decisões alheias). Mais difícil ainda é saber que somos culpados por nossos próprios fracassos. É bem mais cômodo dizer que não foi a vontade divina. Enfim.
É por essas e outras razões que o título do blog é este. Libertar a mente do apego ao comodismo social, das muletas ideológicas. Como escrevi em outro post... Seja alado nas idéias. Liberte sua mente.
Oss




2 Coment's:
Já li uma livro de Krisnamuth(nem sei se escreve assim)Onde ele fala sobre a necessidade de ter algo para se apegar.Porque e Pra que??nãO é tão díficil de saber
Muitas vezes somos orfãos de nós mesmos,ou seja,algo ou alguma coisa é motivo da nossa condição atual.O que nos tira o nosso mérito de juízes da nossa Própria vida.
Deus é importante e necessário,isso se faz como complemento,no entanto,não por ter essa certeza cruzamos o braço e simplesmente aceitamos.
Aff temos que ser céticos....
Bj Rapha
Eu acredito...
E porque nao??
O problema como voce mesmo disse eh deixar de questionar, eh o comodismo!
Nao, Deus nao quis assim ou assado.
Sou dona do meu destino, e pago pelas minhas atitudes! mas sim... ele cuida de mim.
Gosto da coerencia das tuas palavras!
Beijos
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